Prezados Colegas Homeopatas



Acaba de ser publicado, na Revista de Homeopatia (APH), o artigo intitulado "Homeopatia nas doenças epidêmicas: conceitos, evidências e propostas":
http://www.aph.org.br/revista/index.php/aph/article/view/36/67

Atendendo à solicitação de inúmeros colegas, esse material é a tradução para o Português do artigo publicado no final do ano passado no periódico International Journal of High Dilutions Research (IJHDR):
http://www.feg.unesp.br/~ojs/index.php/ijhdr/article/view/360/407

Perante as inúmeras mobilizações da homeopatia nacional e mundial frente às recentes epidemias de dengue e gripe suína, nos propusemos a escrever essa atualização/revisão com o intuito de sistematizar a episteme de Samuel Hahnemann na aplicação da homeopatia como medida preventiva (geral ou específica) ou terapêutica, assim como referenciar, descrever e discutir as iniciativas de médicos homeopatas clássicos e contemporâneos no campo das epidemias, levantando questionamentos e sugerindo o desenvolvimento de pesquisas na área.

Exemplificando as incongruências disseminadas nessa área, vale ressaltar que Hahnemann, no tratamento de qualquer doença epidêmica, prescrevia os diferentes medicamentos de forma individualizada e em momentos distintos (diferentes estágios do mesmo surto epidêmico), sem jamais misturar os medicamentos numa mesma prescrição (complexos homeopáticos).

Apenas com a elaboração de protocolos de pesquisa corretamente delineados é que poderemos responder às inúmeras dúvidas que envolvem essa abordagem homeopática, a fim de orientarmos, de forma ética, eficaz e segura, as medidas profiláticas ou curativas às populações expostas aos diversos agentes patogênicos.



Dia Nacional da Homeopatia

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 Dia Nacional da Homeopatia

/ No dia 21 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Homeopatia, dia este criado pela Liga Homeopática do RS no ano de 1959. Esta data sinaliza a chegada do primeiro homeopata ao Brasil (Benoit Mure, médico francês, em 1840).

Para celebrar os 50 anos da data magna da homeopatia brasileira, a Câmara Técnica de Homeopatia do CREMERS congregou as outras entidades homeopáticas do nosso estado: Sociedade Gaúcha de Homeopatia e Liga Homeopática do RS, bem como representantes de entidades de farmacêuticos (ABFH), dentistas (ABCDH) e veterinários (SOVERGS). Elaborou-se uma extensa programação, (praticamente uma Campanha) constituída de simpósio, dia de atividades no parque e jantar comemorativo.

Uma comissão interinstitucional e composta de profissionais das diversas áreas envolvidas reuniu-se meses antes para viabilizar o evento.

A parte científica concentrou-se no Simpósio: “Homeopatia: Evidencias Cientificas e Clínicas realizado no dia 20 de novembro no auditório do CREMERS. O palestrante, dr. Marcos Zulian Teixeira, médico homeopata, doutor em medicina e professor da faculdade de medicina da USP discorreu sobre os temas: pesquisa básica em homeopatia, fundamentação do principio de cura homeopático na farmacologia moderna e pesquisa clínica em homeopatia. O plenário estava cheio, com mais de 80 participantes.

No dia seguinte a comemoração seguiu a partir da montagem de um stand no parque da Redenção para orientação ao público geral, pacientes e usuários da homeopatia, esclarecendo dúvidas, distribuindo-se folders e com venda de camisetas e ecobags. A frase “Todo dia é dia da homeopatia”, lançada como slogan nas camisetas foi encampada por todo o movimento homeopático brasileiro. Como ponto alto da manhã tivemos a caminhada e homenagem a herma de Hahnemann na Redenção, tradição entre os homeopatas gaúchos desde os anos 40. Pacientes músicos participaram voluntariamente da atividade, com um toque musical.

Finalizando as comemorações na noite do dia 21 aconteceu um jantar dançante no barco Cisne Branco, congregando os profissionais e convidados.

Esta atividade foi ímpar no Brasil, recebendo congratulações de todo o país, mais uma vez enaltecendo mais uma vez o nome da medicina

SGH





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16/07/2009 - Homeopatia pode funcionar contra a rinite a longo prazo


RACHEL BOTELHO
da Folha de S.Paulo

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP concluiu que o tratamento homeopático pode ser eficaz a médio e longo prazo no combate à rinite alérgica.

Na primeira fase da pesquisa, 41 pacientes foram separados em dois grupos. Parte recebeu medicamentos homeopáticos individualizados e parte tomou placebo. Transcorridos seis meses, a melhora nos sintomas e sinais da rinite foi semelhante entre as pessoas de ambos os grupos -de cerca de 25%.

Até então, nem o médico nem os participantes sabiam a que grupo cada um pertencia. Após esse período, esses dados foram revelados, e os pacientes, reunidos.

Na segunda fase, aqueles que haviam recebido placebo foram tratados com homeopatia por 12 meses, e os demais, pela metade do tempo. Dessa forma, todos os participantes receberam a substância ativa durante o mesmo intervalo de tempo.

Ao final dos doze meses, metade apresentou melhora nos sintomas e sinais da rinite alérgica. No segundo ano de tratamento, essa taxa aumentou para 64%, alcançando 72% ao final dos três anos de pesquisa.

Os sinais da doença foram verificados e tabelados por um imunologista independente, não homeopata, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

De acordo com o médico homeopata Marcus Zulian Teixeira, que fez o estudo para sua tese de doutorado, foi preciso realizar um acompanhamento de longo prazo porque uma característica do tratamento homeopático é a demora para acertar o remédio mais indicado para cada paciente.

"Existem centenas de remédios homeopáticos que podem ser usados para tratar a rinite. É necessário um tempo grande para testar todas as possibilidades", afirma. Segundo ele, os estudos clássicos têm duração de um ou dois meses, o que não é eficaz para a homeopatia.

Falha da pesquisa

Embora os resultados apontem uma diferença estatisticamente significativa entre a melhora do mesmo paciente nos 12 meses de tratamento com homeopatia em relação aos seis meses iniciais, o próprio autor aponta a desistência da maior parte das pessoas como uma falha do estudo. Dos 41 participantes, só 13 foram até o fim.

No entanto, segundo ele, cerca de 80% dos que desistiram atribuíram o fato ao alívio dos sintomas da rinite.

"A limitação da pesquisa é o pequeno número de pacientes devido à desistência que há em qualquer tratamento de longo prazo. Para compensar, fizemos uma análise qualitativa para saber como foi a melhora dos pacientes", afirma.

Os pacientes que apresentaram 100% de melhora ficaram em média três anos sem nenhum sintoma de rinite após o fim do tratamento.

De acordo com Richard Voegels, membro da diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e diretor de rinologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, somente as conclusões da primeira fase do trabalho, quando não se sabia quais pacientes estavam recebendo placebo ou medicamentos, podem ser consideradas.

"Se o estudo continuasse controlado, quem garante que o grupo placebo também não teria melhora de 70%?", afirma o médico. Segundo ele, o componente psicológico também é importante no caso da rinite. "Se a pessoa acredita que vai melhorar, isso acontece."

Na opinião do otorrinolaringologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Onivaldo Cervantes, pode-se concluir que a homeopatia tem um efeito positivo no combate à rinite, mas é preciso considerar os vieses da pesquisa.

"Essas pessoas podem ter passado a se cuidar melhor, podem ter se afastado dos alérgenos. Durante o tratamento, o paciente presta mais atenção ao problema e também acredita que vai melhorar", diz.

A rinite é caracterizada por uma inflamação do nariz e pode ser infecciosa (resfriado), irritativa (poluição, fumo) ou alérgica (reação exagerada a determinados alérgenos). Os sintomas são congestão e obstrução nasal, coceira e espirros.

Errata : http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u595738.shtml