(O médico e a raínha)

....e sua paciente mais famosa - talvez a paciente mais famosa de qualquer médico no mundo - ele não fala quase nada, por nobre confidencia­ lidade. Peter Antony Goodwin Fisher, ou simplesmente Peter Fisher, é uma figura proeminente na comunidade homeopática internacional - e, por um desses lances que só ocorrem com as pessoas certas que estão nos lugares certos, há 10 anos ele se tomou "the Physician toThe Queen", ou seja, o "clínico geral" de Sua Majestade Elizabeth 11, cuja saúde (de ferro, destaque-se) é cuidada por outros 20 especialistas de seu comitê médico. Desses profissionais, é o Dr. Fisher - diretor do Hospital Real de Londres para Medicina Integrada - quem tem contato mais direto com a Rainha. Explica-se: ela tem uma confiança quase majestática na Homeopatia, assim como seu filho e herdeiro, o Príncipe Charles, e isso é tradição de séculos na corte inglesa e na realeza europeia em geral. _ esta entrevista exclusiva a DOSES MÍNIMAS, Fisher - que tem sido um grande fomentador da Homeopatia, através de sua frequente participação em congressos e simpósios internacionais, inclusive no Brasil, e da prestigiosa revista Horne­ opathy, da qual é editor - analisa o atual status da pesquisa homeopática e as crises de credibilidade que ainda afetam a especialidade. Apesar do apoio da Rainha.

-o sr. poderia nos traçar um breve histórico de como a Homeopatia entrou na Família Real Inglesa? O Dr. Frederick Hervey Foster Quin, fundador do Hospital Real Homeopata de Londres, que desde o ano passado se tomou o Hospital Real de Londres para Medicina Integrada, foi médico pessoal do Príncipe Leopoldo da Bélgica no começo do século 19. Leopoldo era pai do Príncipe Albert, o amado marido da Rainha Vitória - a grande Rainha da era imperial britânica, que reinou de 1837 a 1901. Foi o Príncipe Albert quem introduziu a Homeopatia na Família Real Britânicà por volta de 1840. Quin, aliás, foi pupilo pessoal de Hahnemann. Em 1936, o Rei George VI, .retratado no recentemente aclamado O Discurso do Rei, nomeou Sir John Weir como o primeiro médico homeopata da corte.
-Aliás, a História registra que a Homeopatia, ao longo desses 200 anos, tem sido uma espécie de "medicina dos reis" - apesar da descrença que sempre imperou entre comuns mortais. A que o sr. atribui esse nobre prestígio? Não são apenas soberanos - 11 presidentes americanos, incluindo Bill Clinton, sete papas, o grande naturalista Charles DaIWin, o violinista Nicolo Paganini, esportistas como David Beckham e Boris Becker e astros como Paul McCartney foram ou são clientes da Homeopatia. Até a seleção francesa de futebol, que surpreendeu o Brasil na final da Copa de 1998, usava medicamentos homeopáticos. Presumo que tenha dado resultado ...
- E como se iniciou seu interesse pela Homeopatia? Na verdade, me interessei por medicina alternativa, ou complementar, numa viagem à China, em 1972, quando eu ainda era estudante na Universidade de Cambridge. Isso foi alguns meses depois da viagem de Nixon à China, ou seja, no final da Revolução Cultural - a "Camarilha dos Quatro" ainda estava no poder. Na ocasião, assisti a uma gastrectomia parcial realizada com a paciente consciente, conversando com o anestesista - com três agulhas em sua orelha direita, conectadas a um estimulador elétrico. A experiência me fez entender que há mais na medicina do que o que é ensinado na escola. Por um tempo, pretendi estudar a medicina tradicional chinesa e até aprendi chinês. Mas então me interessei pela Homeopatia quando fiquei doente e a Homeopatia foi eficiente - depois que outros métodos falharam.
 Quando foi seu primeiro contato com a Família Real Britânica?
Fui chamado pela corte em novembro de 2001
o sr. aceita o rótulo de "médico da Rainha"? Ou prefere ser chamado de "um dos médicos da Rainha"? Meu título oficial é "Physician to The Queen" ­ em inglês, "physician" significa especialista em medicina interna. Há um Conselho Médico Real, composto por cerca de 20 médicos de diferentes especialidades.
O que o sr. pode nos dizer sobre seu trabalho como médico dela?
Muito pouco, receio dizer. Compreensivelmente, é confidencial. Um assunto de estado.
A Rainha Elizabeth é paciente exclusiva de medicina homeopata? Não, ela não usa Homeopatia exclusivamente.
Existe uma agenda para o atendimento da Rainha? Uma consulta de tempos em tempos? Ou o sr. só é convocado se necessário?
Sinto muito - entenda, por favor, que esses assun­ tos são muito delicados, portanto confidenciais.
A pergunta pode parecer óbvia, mas o sr. a atende em Palácio ou ela vem a seu consultório? Também confidencial. Aos 85 anos, a Rainha Elizabeth tem uma saúde de ferro.
A que o sr. credita a esplêndida forma de Sua Majestade? Genética, Homeopatia? Ela é uma senhora adorável, que continua trabalhando num ritmo que deixaria exaustas pessoas com metade de sua idade. Estou convencido de que isso é fruto da Homeopatia e de mil anos de bons genes. Apesar do prestígio emprestado à Homeopatia pela Rainha, no ano passado o Comitê de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico divulgou um relatório, afirmando que medicamentos homeopáticos não fazem efeito - e recomendando a interrupção do fomecimento deles pela rede pública britânica. Como o sr. reagiu a isso? Esse relatório do Comitê de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Comuns foi publicado em fevereiro de 2010 e defendia o banimento da Homeopatia do Serviço Nacional de Saúde, o equivalente ao SUS brasileiro, e a suspensão de todos os investi­ mentos em pesquisas sobre a especialidade. Esse relatório foi pesadamente criticado, não apenas por não ter consultado um único paciente que tivesse experimentado o tratamento homeopático ou um único médico - eu, por exemplo! - enquanto ouvia um sem-número de céticos notórios, incluindo representantes de O Sentido da Ciência, um grupo de lobistas que há anos faz campanha estridente contra a Homeopatia. Uma moção crítica a esse relatólio foi assinada por 70 membros do Par­ lamento. O governo rejeitou-o, recusando-se a legislar sobre fundos para pesquisa. Pessoas que se beneficiaram da Homeopatia costumam se tomar " fjéis a ela para o resto da vida.
 Como é que o sr. mede a atual popularidade dessa medicina? Os recentes ataques à Homeopatia não foram os primeiros, ao longo de sua história de 200 anos, nem serão os últimos. As vendas de medicamentos homeopáticos crescem em todo o mundo e sua popularidade é internacional- cerca de 50% dos franceses usam remédios homeopáticos e alemães não ficam atrás. Há cerca de 250 mil médicos homeopatas na Índia, enquanto em paí­ ses tão distintos entre si, como Estados Unidos e as antigas repúblicas comunistas, a Homeopatia parecia estar em declínio terminal ao longo de todo o século 20, para assistir a uma espetacular reviravolta nos últimos 20 anos. Nosso hospital, o Hospital Real de Londres para Medicina Integrada, é o mais recomendado centro médico do Serviço Nacional de Saúde, de acordo com pesquisas no site do sistema.
o sr. acredita que a inexistência de uma teoria científica para os efeitos terapêuticos da Homeopatia ainda faz falta, pois a explicação poderia aumentar sua credibilidade?
A ideia da Homeopatia se baseia em Toxicologia e Farmacologia: a hermese (a ideia de que doses  mínimas de substâncias tóxicas fazem bem ao organismo) os efeitos- rebote e a farmacologia paradoxal são todos efeitos paradoxais de drogas e toxinas em função de dose ou tempo. Eles dependem da reação do corpo, mais do que dos efeitos primários da droga. A Homeopatia é uma medicina baseada na exploração sistemática de tais efeitos. O aspecto mais controvertido da Homeopatia é o uso de remédios ultradiluídos, como no caso das diluições ultramoleculares ­ de acordo com a Lei de Avogadro, diluídas além do ponto em que a substância original ainda existe. Essa é uma questão científica fundamen­ tal e alguns pesquisadores argumentam que a Homeopatia "não funciona porque não pode funcionar" - portanto, qualquer resultado deve ser atribuído ao efeito placebo. Entretanto, há evidências significativas em estudos clínicos de que a Homeopatia é eficiente em condições que incluem diarreia, fibromialgia, gripe, alergias, osteoartrite, sinusite e vertigem, entre outras ­ e que esses efeitos não são do tipo placebo.
Em 2004, veio à tona uma nova teoria para explicar o aparente aumento da potência terapêutica de substâncias homeopáticas ultradiluídas: a chamada Memória da Água. O sr. foi simpático a essa teoria num primeiro momento, não?
A temia da Memória da Água surgiu do trabalho do francês Jacques Benveniste, publicado em 1988. E há crescentes evidências de que ela pode estar correta. Homeopathy, a revista do qual sou editor, ~ ,aliás o único periódico inteiramente dedicado à Homeopatia, já publicou uma edição especial sobre Memória da Água e pesquisas in vitro,as quais mostram uma clencia cada vez mais viva e consistente. Mais informações: www.sciencedirect.com/science/ journall14754916.
Muitos pesquisadores têm recorrido à física quântica para explicar o fenômeno da hiperdiluição. Isso faz sentido para o sr.?
As ideias são interessantes, mas por enquanto ainda muito especulativas. Foi sugerido que, para compreender plenamente sua ação tera­ pêutica, a Homeopatia requer tanto mecanismos biomoleculares "locais", como a Memória da Água, quanto hipóteses "não-locais", como o macroenvolvimento entre paciente, médico e remédio, do qual resultaria a possibilidade de cura. O mais proeminente pesquisador nesse campo é o Dr. Lionel Milgrom. Seria mesmo necessário explicar o mecanismo de ação da Homeopatia? Ajudaria muito a reforçar sua plausibilidade e aumentaria dramaticamente sua aplicação clínica e seu entendimento.
Como é que o sr. descreveria o trabalho realizado no Hospital Real de Londres para Medicina Integrada?
Chamado Hospital Rêal de Homeopatia de Londres até setembro de 2010, ele faz parte dos Hospitais Universitários de Londres e da Fundação Serviço Nacional de Saúde. Cerca de 60% de nossa atividade é Homeopatia e as demais terapias incluem acupuntura, treinamento autogênico, terapia comportamental cognitiva e medicina herbal. A chamada Medicina Integrada promove a união da medicina convencional com medicinas complementares seguras e de alta quali­ dade para alcançar o melhor resultado terapêutico. Enfatiza a relação paciente-médico e permite aos pacientes fazer opções e assumir responsa­ bilidades. Dá uma chance à cura natural, antes de intervenções custosas e de grande impacto. Os serviços do hospital incluem: alergias, pediatria, tratamento coadjuvante do câncer, insônia, dor facial,medicina musculoesquelética, reumatologia, pele, estresse, distúrbios de humor, ginecologia.
As substâncias hoje empregadas pela Homeopatia são suficientes para cobrir todo o espectro de doenças humanas?
Certamente deveriamos introduzir novos medicamentos com base nos modernos achados da farmacolOgia e da toxicologia.
Se alguém lhe perguntar, à queima­ roupa, qual a principal vantagem da Homeopatia sobre a alopatia, qual seria sua primeira resposta?
Que estimula a autocura e que é segura.
o que o sr. conhece do Brasil? Já visitei o Brasil muitas vezes e tenho grande afeição pelo país. Recentemente, fui um dos palestrantes no Congresso Nacional de Homeo­ patia, realizado no Recife, em novembro do ano passado. Também falei em diversas conferências SINAPIH'(Simpósio Nacional de Pesquisas em Homeopatia).



Leia também o artigo do Marcus Zulian sobre”homeopatia nas doenças epidêmicas:conceitos , evidencias e propostas


 


Carta da Presidente

Prezados colegas

A Sociedade Gaúcha de Homeopatia tem, nos últimos anos, atravessado momentos difíceis com o esvaziamento de suas atividades, inclusive correndo o risco de não conseguir manter seu espaço conquistado dentro da AMRIGS.

A nova diretoria assumiu com o objetivo de resolver esta situação e para tal conclamamos todos sócios e ex-alunos a um esforço coletivo para que possamos ter de novo uma Sociedade ativa.

Neste sentido estamos reativando o Curso de Especialização em Homeopatia para médicos e veterinários, Curso de preparação para a prova de titulo de especialista, e outras atividades de Educação continuada para os colegas que já tem o título.

Solicitamos seu apoio como já o tivemos outras vezes, (ex: quando precisávamos quitar as nossas salas na AMRIGS) para que se junte a nós. Colabore pagando sua  taxa de contribuição como sócio e encaminhando colegas para nossos cursos.

 

Informações sobre o curso de especialização  com inscrições já abertas pelo fone  51-  3315-1481 Jéssica.

 

A anuidade permanece no valor de R$ 360,00 que pode ser paga na forma trimestral, semestral ou ainda de uma só vez no valor de R$ 300,00.

Lembramos que os sócios em dia não pagam para assistir aulas do curso de Especialização e tem descontos nos Cursos de Educação Continuada.

 

Mas, o seu maior retorno é Nossa Sociedade funcionando.

 

O pagamento da anuidade pode ser feito por depósito identificado na Unicred  -

conta da Sociedade.    banco 001    agencia 1249 -1  cc 24.012-5 ou na sede da sociedade junto a Amrigs sala 200 com Jéssica.

 

Nosso meio de comunicação por enquanto será via e-mail. Peço que atualizem seus endereços eletrônicos, remetendo-os para o e-mail da Sociedade: 

     sgh.rs@amrigs.org.br

 

 Estamos regularizando nosso cadastro e solicitamos que o colega envie para o e-mail da SGH estas informações, nesta ordem e com todos os itens preenchidos:

nome completo, endereço para correspondência com cep, especialidades, e-mails válidos, telefones, indicando com abreviaturas se é residencial ou comercial, ano em que fez o curso de especialista, crm.

Escrevendo no assunto:

recadastramento de ex-alunos e sócios

Se o colega tiver dúvidas ou quiser falar sobre outras questões, por favor envie um outro e-mail, em separado.

Use este exclusivamente para o recadastramento.

Pedimos também que, em caso de alteração de qualquer destes dados, mesmo que seja um e-mail cancelado, comunique-se conosco prontamente, escrevendo no assunto da mensagem o mesmo texto.

 

Fiquem atentos à nossa nova página   www.homeopatia-rs.com.br  que por enquanto também será nosso canal de comunicação e certamente trará novidades.(ela será ativada em aproximadamente  uma semana.)

 

COLEGAS,  NOSSA DIRETORIA CONFIA  E CONTA COM TUA AJUDA PARA QUE A HOMEOPATIA GAÚCHA VOLTE A CRESCER

                                       PARTICIPE !

 

DESDE JÁ AGRADEÇO E CONTO CONTIGO

 

Porto Alegre, 09 de Março de 2009.

                                                                                    

UNIVERSINA RAMOS

Presidente da SGH